Por Nayla Georgia em 24/04/2012

Condição exclusiva das mulheres, a menstruação chega a suas vidas na adolescência e fica até a menopausa. É uma fase do ciclo reprodutivo, quando o útero se prepara para abrigar um embrião. Quando não há fecundação, o endométrio (cobertura das paredes uterinas) se desfaz e é expelido na forma de sangue. Cada mulher tem seu ciclo de forma diferenciada, podendo se repetir em torno de 21 ou 25 dias, com duração entre 2 e 7 dias.

Cólicas menstruais

Usar compressas de água quente pode gerar o alívio das dores | Imagem: Reprodução

A cólica menstrual é também conhecida como “ dismenorreia” e atinge cerca de 50% das mulheres na idade fértil, muitas vezes prejudicando sua vida cotidiana – algumas mulheres não conseguem estudar ou trabalhar com as dores. Existem diversos tratamentos para a cólica, tanto para evitar quanto para alívio imediato da dor.

A dismenorreia pode ser primária ou secundária. Leia abaixo sobre os dois tipos:

Dismenorreia primária

Conhecida também por cólica fisiológica. É a mais comum e embora possa ocorrer em mulheres acima dos 40 anos, é mais provável em jovens. Costuma aparecer, geralmente, um ou dois anos após a primeira menstruação. O organismo faz com que o útero se contraia com uma substância chamada prostaglandina, que é responsável pela dor. Essa dor pode ser branda ou muito intensa e tem início poucas horas antes ou logo após o começo do período menstrual, localizada no baixo ventre. Quando não é tratada pode ter duração de até dois ou três dias.

Além da dor, podem ocorrer outros sintomas:

  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Dor nas costas;
  • Diarreia;
  • Cansaço;
  • Nervosismo;
  • Dor de cabeça;
  • Tonteira;
  • Desmaio.

Dismenorreia secundária

É devido a alguma doença que afeta a mulher e, diferentemente da primária, não aparece logo após o início da menstruação e sim alguns anos após ou depois de alguma ocorrência. Quando acontece, é preciso que seja averiguada a presença de doenças ou condições ginecológicas e ou não que possam estar causando a dor.

Causas mais comuns:

  • Alterações uterinas e nos ovários;
  • Endometriose;
  • Uso de DIU (Dispositivo Intra-Uterino);
  • Hímen sem orifício;
  • Miomas;
  • Malformações do útero;
  • Pólipos;
  • Cistos;
  • Doença inflamatória pélvica;
  • Etc.

Como tratar?

Já passou o tempo em que as pessoas acreditavam que não existiam tratamentos eficazes no combate às cólicas menstruais. A dismenorreia primária pode ser tratada à base de anti-inflamatórios não-esteroides (AINES), medicamentos que bloqueiam a ação das prostaglandinas, assim, impedindo a dor. Também é permitida a ingestão de antiespasmódicos para diminuir as contrações do útero e de anticoncepcionais, com orientação médica.

Já a dismenorréia secundária pode ter os AINES usados para alívio da dor, mas é extremamente importante que a causa seja conhecida para que seja realizado um tratamento efetivo e cura da doença.

O uso de compressas de água quente e atividades físicas também contribuem para o alívio das cólicas.

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