Por Anna de Cássia em 28/11/2012

Quando começa o verão, não basta usar protetor solar e tomar bastante água achando que a saúde já estará garantida. Existem inúmeros outros tipos de doenças provenientes do calor típico desta estação, e entre elas estão as doenças oculares. Doenças como a conjuntivite, por exemplo, são muito mais fáceis de adquirir no calor, e os banhos de piscina ou de praia apenas facilitam a contaminação.

Conheça quais são as doenças oculares e as maneiras de evita-las para que a única sequela do seu verão seja o bronzeado.

Tenha um verão livre de doenças oculares

Saiba como aproveitar o verão ficando livre de doenças oculares, que são extremamente fáceis de se contrair nessa época do ano. | Foto: Reprodução

Doenças oculares

Para o verão, a conjuntivite é sem dúvidas a mais comum das doenças que afetam os olhos. Apesar de não deixar sequelas, ela é altamente contagiosa e chega a incomodar por um tempo que pode durar de uma semana a até quinze dias. Como sintomas, temos as pálpebras inchadas, os olhos vermelhos, secreções e também muita coceira. Elas podem ser de dois tipos: infecciosas, causadas por bactérias, fungos ou vírus; e alérgica ou traumática, causada na maioria das vezes pela exposição em excesso ao sol e seus raios ultravioletas. Para evitar este último caso, é só usar boné e óculos escuros quando for sair ao sol.

Mas a conjuntivite não é o único risco do verão. Existem também diversas alergias oculares que podem estragar o período de férias, e a mais comum delas é causada pelo cloro das piscinas. Principalmente as crianças estão bastante sujeitas à contaminação, por isso é sempre bom ser orientada a nunca abrir os olhos dentro da piscina, e sempre que sair dela, lavar os olhos com soro fisiológico. Grande parte dos processos alérgicos oculares também podem ser causados pelo protetor solar! Não se deve aplicar o produto abaixo das sobrancelhas, nem muito próximo das áreas oculares inferiores e laterais.

Os olhos secos também são uma grande característica do verão. Os sintomas são: avermelhamento, pálpebras pesadas, visão embaçada e uma sensação e que há areia dentro dos olhos. A síndrome do olho seco é na verdade uma deficiência na quantidade de lágrimas produzidas pelos olhos, que pode vir a gerar vários transtornos. Na apresentação de qualquer um desses sintomas, você deve procurar o oftalmologista para ele indicar o tratamento ideal.

Cuidados para evitar transtornos oculares

  • Lave as mãos com frequência, e evite leva-las aos olhos.
  • Não divida com ninguém sua maquiagem, colírio, fronha ou toalha de rosto.
  • Nunca passe a mão nos olhos após andar de ônibus, pegar em carrinho de supermercado ou torneira de banheiro público.
  • Coçar os olhos está praticamente proibido. E se a coceira for muito grande, é só pingar no olho algumas gotas de água gelada (ou soro fisiológico gelado) que já alivia.
  • Evite lugares fechados e com muita aglomeração, como um shopping ou boate. Algumas doenças oculares podem ser transmitidas pelo ar.
  • Nunca entre no mar ou na piscina usando lentes de contato, e se apresentar qualquer desconforto suspenda a utilização até consultar um oftalmologista.
  • Todos os dias, faça compressa com água quente filtrada nas suas pálpebras, de duas a três vezes por dia.
  • Duas vezes por semana faça massagens suaves nas suas pálpebras, tanto com movimentos circulares como horizontais.
  • Use uma solução específica para blefarite, para limpar suas pálpebras duas vezes ao dia.
  • Pisque bastante os seus olhos durante o decorrer do dia. Isso os deixa mais lubrificados, o que ajuda a prevenir vários dos transtornos que podem atingir os olhos.

Veja mais!