Por Lilian Druzian em 01/11/2011

O que é essa doença que não permite descanso ao portador?

A síndrome das pernas inquietas é caracterizada por uma sensação incômoda, não dolorosa no interior das pernas e uma irresistível vontade de movimentá-las. Essa síndrome também afeta os braços, mas é mais comum nas pernas.

Sintomas apresentados

Alguns pacientes descrevem a sensação como um formigamento, coceira interna, como se fosse nos ossos, pontadas, agulhadas ou ainda, que as pernas parecem querer dançar sozinhas.

Os sintomas pioram ou podem apenas aparecer durante o sono, ou quando o paciente está sentado e descansando e desaparecem com o movimento. Esses movimentos são perceptíveis e podem ser interpretados como nervosismo pelas outras pessoas.

Síndrome das pernas inquietas - o que é, sintomas e tratamentos

Esses movimentos podem atrapalhar o sono, já que a pessoa tem microdespertares toda vez que há um “puxão”, o que acontece comumente, a cada 20 ou 30 segundos, durante toda a noite.

Outra consequência grave desse problema é que a  pessoa não dormindo bem à noite, passa o dia sofrendo os sintomas de privação de sono, por exemplo: está sempre cansada, tem lapsos de memória, dificuldade de concentração, aumento de irritabilidade,etc.

Também as viagens longas e as atividades de lazer se tornam impossíveis para quem sofre dessa síndrome, já que há a necessidade constante de mexer as pernas.

Possíveis causas para a síndrome

Detalhes da síndrome das pernas inquietas

Apesar de não haver ainda uma certeza a respeito do motivo que ocasiona esse problema, existem estudos que mostram várias as possibilidades e ligam-na a outras causas. Como, por exemplo:

  • GENÉTICA (primária ou familiar);
  • As SPI secundárias são as que surgem como causa de outras situações, como a gravidez, quando 15% das gestantes apresentam os sintomas, que somem após o parto.
  • Anemias também podem ocasionar esses sintomas, assim como outras enfermidades crônicas, tais como: neuropatias e problemas renais. Também os transtornos de atenção e hiperatividade estão associados a esse problema.
  • O problema pode ser de ordem idiopática, ou seja sem causa aparente, se a pessoa não tiver casos na família ou nenhuma das causas secundárias possíveis.

Tipos de tratamentos oferecidos

A princípio, opta-se por descobrir a causa, ou possível causa e então, modificar a situação causadora, como, por exemplo, num caso em que a anemia é a responsável, a ingestão de ferro poderá solucionar o problema. Também os outros casos são acompanhados através de exames completos e, quando diagnosticados, o tratamento pode incluir técnicas ocupacionais para os que tem condições de executá-las, como trabalhos manuais ou qualquer coisa que mantenha a mente ocupada. Banho quente, massagens, tudo isso pode ajudar,mas dependerão da gravidade do quadro.

Considerando-se a gravidade dos sintomas, os medicamentos também são utilizados, não especificamente para o caso do problema, mas para tratar outras enfermidades, como o Mal de Parkinson, por exemplo, beneficiando o portador indiretamente. Apesar de serem benéficos em alguns graus da doença, esses medicamentos também apresentam efeitos colaterais, por isso é necessário um exame minuncioso da situação do paciente.

Enquanto não há um tratamento específico para a SPI, as pesquisas continuam e é importante que o paciente seja bem assistido por um especialista, preferencialmente um neurocirurgião, procure tratamentos não medicamentosos e se mantenha  bem- informado a respeito dessa  doença, em contato com grupos de suporte, como a Associação Brasileira da Síndrome das Pernas Inquietas  para que possa adquirir qualidade de vida.

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