Por Débora Silva em 05/10/2015

O linfoma é um tipo de câncer que teve o número de casos duplicados nos últimos 25 anos e que atinge 12 mil pessoas por ano só no Brasil. Esta doença ocorre quando uma célula normal do sistema linfático sofre transformação, cresce e se espalha pelo organismo.

Com o diagnóstico precoce da doença, existe a possibilidade de cura em 90% dos casos, no entanto, é comum que muitos pacientes realizem diferentes tipos de exames durante meses até descobrirem do que se trata.

A doença

O sistema linfático do nosso corpo é composto por órgãos, vasos, tecidos linfáticos e pelos linfonodos (“ínguas”), que estão estrategicamente distribuídos e são responsáveis pela produção e transporte dos glóbulos brancos, células que participam do sistema de defesa do organismo.

 

Saiba o que é o linfoma e como tratar a doença

Foto: Reprodução/ internet

O linfoma ocorre quando uma célula normal do sistema linfático se transforma, cresce desordenadamente e se espalha pelo organismo. Esta doença pode ser dividida em dois subtipos: linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin. O primeiro acontece em um tipo de célula linfoide denominado célula de Reed-Sternberge, é responsável por apenas 12% dos casos de linfoma e tem grandes chances de ser curado; enquanto que o segundo é mais comum e pode aparecer em outras células do sistema linfático.

O principal sintoma do linfoma é o inchaço indolor dos linfonodos, que aparece principalmente no pescoço, axilas e virilha, mas também pode ocorrer na medula óssea, baço, fígado e trato gastrintestinal. Podem aparecer outros sinais como febre, cansaço, suor, dor abdominal, perda de peso, coceira e pele áspera.

Alguns linfomas estão relacionados a infecções crônicas; outros podem ocorrer por fatores ambientais, como a exposição a produtos químicos.

O diagnóstico desta doença pode ser feito através da biópsia de um linfonodo ou outro órgão envolvido, como fígado, ossos, pulmão ou outros tecidos.

Para se cuidar, evite a exposição prolongada a produtos químicos; marque uma consulta médica se notar a presença de um gânglio (íngua) no pescoço, axila, virilha, especialmente se ela não for dolorosa; faça um autoexame frequentemente e mantenha hábitos saudáveis de vida, como uma boa alimentação.

Como é feito o tratamento do linfoma?

Em ambos os casos de linfoma, o tratamento mais usado é a quimioterapia, podendo ser complementada, em alguns casos, com a radioterapia e medicamentos chamados de anticorpos monoclonais. A quimioterapia é mais eficaz no tratamento do linfoma do que nos demais tumores sólidos, como câncer de pulmão.

Em alguns casos, especialmente quando o paciente não responde bem ao tratamento, pode ser necessário o transplante de medula óssea.

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