Por Lilian Druzian em 09/11/2011

Menopausa

A menopausa  é mais um dos períodos da vida feminina que desestabiliza a mulher, física e psicologicamente, já que está diretamente ligada aos hormônios progesterona e estrogênio, que influenciam todo o organismo.

Essa é a fase de fechamento de ciclos, afinal, é quando os ovários acabam sua função, param de produzir os hormônios, é quando acaba a vida reprodutiva da mulher. A principal característica dessa mudança é o final das menstruações, mas, durante a transição, podem acontecer sangramentos, espaçamentos nas menstruações ou hemorragias. A menopausa costuma acontecer entre os quarenta e cinco e os cinquenta e cinco anos, mas varia muito de mulher para mulher.

Reposição hormonal feminina

Algumas mulheres podem não sentir nada durante a menopausa, mas, em alguns casos os sintomas são bastantes desagradáveis, como os fogachos ou ondas de calor, que acometem de 75% a  80% das mulheres. Também outros sintomas como: insônia, suor noturno, irritabilidade, depressão, baixa da libido, osteoporose,aumento do risco de desenvolver doenças cardio-vasculares, diminuição da atenção e da memória, ressecamento vaginal e dor durante o ato sexual.

A redução da produção de estrogênio, o hormônio que é responsável , durante a adolescência, pelos sinais sexuais secundários, como  crescimento das mamas e pelos púbicos, alargamento dos quadris, distribuição de gordura no corpo, textura da pele, entre outras coisas, ocasiona as mudanças que são sentidas de maneiras variadas pelas mulheres. Há falta de brilho na pele, a gordura se concentra na barriga, há desconforto na hora das relações sexuais devido à secura vaginal, também os  níveis de colesterol  podem  se desregular, o que aumenta as chances de ataques cardíacos e outras doenças relacionadas. Também a osteoporose apresentada por várias mulheres após a menopausa, pode ser consequência da falta do estrogênio, que é o responsável pela fixação do cálcio nos ossos. Estudos estão vendo possibilidade de ligação da falta de estrogênio ao mal de Alzheimer.

Como se vê, os incômodos são diversos, por isso, mesmo a menopausa não sendo uma doença, entende-se  por que  muitas mulheres optam pela reposição hormonal.

Afinal, o que é a reposição hormonal?

A reposição hormonal é um tratamento controverso, que visa ao restabelecimento das doses de hormônios perdidas na menopausa, para que os sintomas não se façam presentes. Em muitos casos, as mulheres que fazem essa reposição se sentem muito bem com o tratamento e até seus maridos costumam agradecer aos médicos pelos ótimos resultados no ânimo das esposas!

Mas, apesar disso, também há grupos de médicos pesquisadores que são radicalmente contra essa reposição, por considerarem o uso prolongado de estrogênio o responsável por alguns cânceres, como o de mama e o de endométrio, também outros efeitos colaterais sérios, como: retenção de sal e fluidos, depressão e dores de cabeça, aumento da gordura corporal, hipoglicemia, redução do oxigênio em todas as células, perda de zinco e retenção de cobre, espessamento da  bílis, doenças de vesícula biliar, possibilidade de criar fibrocistos no seio e fibrose uterina, redução do tônus muscular, interferência na atividade da glândula tireóide, diminuição da libido, excesso de coagulação sanguínea, redução do tônus vascular, cólica uterina, etc.

Enquanto uns usam o estrogênio, outros, afirmam que a melhor opção é o hormônio progesterona, que também ofereceria efeitos colaterais na opinião de outros médicos.

As opiniões a respeito se dividem e ainda não há nenhuma certeza absoluta a favor ou contra a  Reposição Hormonal, ou TRH. Os médicos que são a favor, dizem que esse pode não ser o melhor tratamento, mas por ora é o único, por isso, mantém as pacientes com o tratamento e afirmam que elas são as primeiras a não abrirem mão da reposição, devido à melhora após o início. No entanto, esses médicos afirmam que o tratamento não serve para todas, por isso, devem ser muito bem avaliados cada caso. O médico e a paciente devem conversar muito a respeito dos prós e dos contras e entrar num acordo.

Eles também reconhecem que cada um dos sintomas poderia ser tratado separadamente, a depressão com antidepressivos, o ressecamento vaginal com lubrificantes, etc, mas que esses medicamentos, além de terem também efeitos colaterais, acabariam saindo bem mais caros do que o tratamento de reposição, e salientam: o tratamento de reposição hormonal não resolve casamentos em crise, nem depressão pré-existente, só assegura a melhora dos sintomas da menopausa, garantindo assim mais qualidade de vida!

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