Por Ana Ligia em 10/05/2017

As mulheres têm o saudável hábito de serem sempre bem informadas sobre as doenças que mais as atingem, como câncer de mama, de útero e o de ovário. Por esses problemas ocuparem o topo do ranking das enfermidades mais temidas, elas também são as mais discutidas e advertidas à população.

Mas a verdade é que somente no Brasil as mulheres com mais de 50 anos de idade costumam sofrer de infarto do miocárdio mais do que de todos os cânceres combinados que atingem o aparelho reprodutor feminino.

“A saúde cardiovascular da mulher, quando comparada com a do homem, apresenta fatores de risco menos controlados e valorizados, queixas distintas e, quando a doença nelas se instala, é subestimada. A falta de informação faz com que muitas pessoas não valorizem os sintomas. Somente o conhecimento da doença, suas causas e possibilidades terapêuticas poderão evitar possíveis complicações”, explica o cardiologista e coordenador do Clinic Check-up HCor – Hospital do Coração de São Paulo, César Jardim.

Um forte aliado no tratamento e uma excelente maneira de reduzir consideravelmente a mortalidade é tomar algumas medidas preventivas, ajudando a diagnosticar precocemente o problema.

Qual o tempo certo para uma mulher fazer um check-up na saúde? Descubra

Foto: depositphotos

Check-up de rotina

Os exames de rotina devem ser feitos 48 horas depois do nascimento. Na fase adulta, as mulheres devem seguir um calendário preventivo desde quando têm a primeira menstruação.

“A partir dos 30 anos, a lista de exames que deve ser seguida anualmente à risca são: ultrassonografia pélvica e transvaginal, teste ergométrico, mamografia, Papanicolaou, colonoscopia, testes oculares, análises sanguíneas e densitometria óssea”, enumera Jardim.

A partir da primeira menstruação 

Depois que a já tem sua primeira menstruação, ela deve começar a consultar especialistas anualmente.

É importante chegar se há nódulos mamários, coletar o material do colo uterino, fazer exame da pélvis e coletar o sangue.

Isso ajudará a identificar e até mesmo a prevenir problemas como câncer de mama, colo de útero, diabetes, hipertensão, descontrole na tireoide e diversas outras doenças ginecológicas.

A partir dos 30 anos 

A consulta deve continuar sendo anual. A mamografia é essencial, além dos exames anteriores, para quem possui histórico de câncer na família.

A partir dos 40 anos 

A consulta anual deve ajudar a detectar problemas como osteoporose, através da densitometria óssea.

A ultrassonografia pélvica e transvaginal avaliará ovários e úteros e são solicitados a critério do médico.

É importante também fazer uma avaliação cardiológica e vacinação tríplice viral e dupla adulto.

A partir dos 50 anos

A periodicidade muda de acordo com os resultados dos exames anteriores ou devem ser feitos a critério de um médico.

Deve-se fazer exames de colonoscopia, para avaliar o intestino e exames nos olhos.

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