Publicado por Ana Ligia

Ciúmes é algo que quase todo mundo tem. Há que sente com a namorada, marido, amigos e até mesmo com o ídolo. Mas é preciso ficar atento para quando esse sentimento extrapola a normalidade e acaba prejudicando o próximo e principalmente quem sente.

Segundo a psicóloga e líder coach Maura Albanesi, a pessoa muito ciumenta costuma ser extremamente controladora e age como se o outro fosse de sua posse, desejando que ele seja uma espécie de “marionete”.

Por isso, a pessoa ciumenta está sempre disposta a invadir o espaço e, principalmente, o livre arbítrio do próximo. “O outro tem que fazer tudo segundo suas regras se quiser ficar com ela. É uma chantagem, controle e dominação. E isso machuca os dois no relacionamento, porque o ciumento não suporta que o outro seja livre para fazer o que bem entende”, explica.

Psicóloga explica quando o ciúmes deixa de ser algo normal

Foto: depositphotos

Mutias vezes o sentimento de posse vem disfarçado da famosa (e falsa) frase “quem tem ciúmes é porque tem medo de perder”, mas isso não basta de uma tentativa de justificar um relacionamento abusivo. O ciúme deixa de ser algo normal quando começa a existir grandes cobranças e fiscalizações, que muitas vezes acabam superando a atenção e o afeto.

“O ciúme se torna um problema quando ele deixa o outro rendido a essa nossa insegurança. Normalmente, o ciumento atribui a culpa da sua insegurança ao outro, dizendo assim: ‘eu sou ciumento, porque você me provocou, porque você não me disse onde estava’. O ciumento projeta toda essa insegurança no outro e faz com que essa relação seja minada numa desconfiança. Querendo ou não, o ciumento está sempre desconfiando, está suscitando a culpa no outro, então aí é que se torna um grande problema, porque vira uma relação de cobranças, inseguranças, culpas e desconfianças”, revela.

Como controlar o ciúmes

Não existe um técnica de respiração ou receita de bolo que ajude a controlar esse sentimento. A melhor forma de lidar come ele é a conscientização do ciumento que esse é um problema muito mais dele que do outro.

“Quanto mais essa pessoa não joga para o outro essa responsabilidade, ela então busca a raiz dessa insegurança tão grande e consegue tratar essa insegurança. Porque dessa forma ela vai se tornar uma pessoa mais forte, mais firme e não vai precisar tanto que o outro supra esse buraco que ela sente dentro dela”, conta a especialista.

A psicóloga alega que essas relações de desconfiança, medo e querer sempre está por perto e controlando o próximo têm um efeito contrário; no lugar de deixar as pessoas mais próximas, acaba afastando-as.

“A gente aguenta o ciumento por um tempo. Depois a gente não aguenta mais. Porque passa a sufocar a pessoa. Ciúme demais passa a não deixar a pessoa livre, então, quando nos rouba a liberdade, a relação fica extremamente pesada porque a gente perde a própria individualidade”, conta.

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