Por Lilian Druzian em 24/10/2011

A depressão é uma doença muito comum e séria, que pode acometer qualquer pessoa, inclusive crianças. A característica principal desse mal é a falta de entusiasmo pelas coisas que antes a deixavam satisfeita. A pessoa possui uma tristeza constante, que pode se manisfestar de forma evidente ou sutil, dependendo do nível depressivo.

Embora existam vários tipos de depressão, há dois que são mais comuns: o transtorno depressivo maior e a distimia.

TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR

A combinação de vários sintomas prejudica as atividades cotidianas da pessoa, como trabalhar, comer, dormir, estudar, enfim, as coisas mudam de ótica, o que antes era agradável e prazeroso, passa a ser sem graça e desmotivador. Esse transtorno é incapacitante, já que impede que a pessoa atue com normalidade e costuma durar, no mínimo duas semanas.

Depressão

Tristeza, falta de ânimo para fazer as atividades corriqueiras…. | Imagem: Reprodução

O transtorno depressivo maior pode ocorrer apenas uma vez na vida, como pode ser recorrente, o que é mais comum. Alguns sintomas que acometem quem sofre com esse transtorno:

  • Desânimo constante e, nas crianças e adolescentes a irritabilidade é que predomina;
  • Perda de entusiasmo e motivação pelas atividades diárias;
  • Diminuição no apetite, acompanhado de perda de peso;
  • Alteração o sono, pode ter insônia ou passar o tempo todo com sono;
  • Agitação ou languidez excessivas;
  • Cansaço constante;
  • Sentimento de culpa constante;
  • Dificuldades para se concentrar;
  • Ideias suicidas ou de morte frequentes.
Depressão Infantil

As crianças também podem sofrer deste mal | Imagem: Reprodução

Nas crianças, os sintomas podem ser um pouco diferentes dos adultos, normalmente a criança se mostra triste e sem vontade de praticar atividades que antes eram as suas favoritas, além de demonstrar irritabilidade muito acentuada e frequentemente se queixar de dores de barriga, dores de cabeça e tudo isso associado ao mau desempenho escolar, falta de concentração e alterações de alimentação e/ou sono.

DISTIMIA (depressão crônica)

Este transtorno tem características crônicas, já que seus sintomas costumam se prolongar por até dois anos ou mais. Embora os sintomas sejam os mesmos, são menos intensos do que no transtorno maior, não costumam ser incapacitantes, mas também atrapalham no funcionamento normal da pessoa portadora desse tipo de depressão. Normalmente, não são observadas alterações no apetite ou desejo sexual, nem  agitação excessiva, provavelmente pela longa duração do período depressivo, os portadores não apresentam grandes alterações de humor, mas se sentem constantemente desanimados e desesperançosos.

As pessoas que sofrem de distimia, ainda podem apresentar, ao longo da vida, algum episódio de depressão maior, o que é chamado de “depressão dupla”.

Além desses dois, existem outros tipos de transtornos depressivos que ocorrem com características levemente diferentes e em circunstâncias diversas:

  • PSICÓTICA:  são surtos psicóticos, alucinações ou delírios que acompanham um quadro grave e fazem com que a pessoa perca o contato com a realidade;
  • PÓS-PARTO: quando a mulher apresenta quadro depressivo logo após dar à luz ou dentro de um mês após o parto. A estimativa é de que entre 10 e 15% das mulheres sofrem de depressão após o parto.
  • TRANSTORNO AFETIVO SAZONAL­:  aparece na época do inverno, devido à pouca luminosidade solar. A tendência é que a fase acabe na primavera ou verão. A terapia inicialmente usada é a da luz, mas normalmente são necessários antidepressivos e psicoterapia além desse tratamento.
  • TRANSTORNO BIPOLAR: também é chamado de “doença maníaco-depressiva”, não é tão comum quanto as outras formas, pois caracteriza-se por alterações súbitas de humor, que vão desde uma euforia descontrolada à tristeza profunda logo em seguida. Essas mudanças também acarretam outras situações que complicam a vida da pessoa, como por exemplo, o descontrole com gastos em momentos de euforia, quando a pessoa compra compulsivamente sem pensar a respeito, só que, logo após, quando o quadro eufórico acaba, ela se dá conta do prejuízo.

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