Por Lilian Druzian em 18/10/2011

Uma estatística assustadora em nosso país mostra que uma em cada quatro mulheres está infectada com o vírus do Papiloma Vírus Humano (HPV). A doença é a maior responsável (95%) pelos casos de câncer de colo do útero, e a doença sexualmente transmissível mais presente em casos no Brasil, segundo informações do Congresso Brasileiro de Infectologia.

Transmissão do HPV

A principal forma de transmissão é o sexo, em qualquer uma das formas: vaginal, anal ou oral, embora não seja a única maneira. A transmissão também ocorre através de contato com roupas íntimas e aparelhos mal esterilizados, além de contato de pele com pele.

Foi o que aconteceu com uma estudante de arquitetura que só havia mantido relações com o namorado e ele com ela, quando ela contraiu o vírus e os dois pensaram estarem sendo traídos, mas ela tinha contraído a doença da irmã, ao usar a mesma toalha. Após um longo e doloroso tratamento, ela finalmente se livrou das feridas.

Mulher

Como o vírus pode ficar encubado no corpo e apenas se manifestar em caso de baixa imunidade, o diagnóstico se torna difícil. No caso das mulheres, às vezes há verrugas nos locais contaminados, mucosas e pele, que devem ser avaliadas pelo ginecologista, que pedirá também a confirmação do vírus através de exames como colposcopia, papanicolau e biópsia, se for o caso. Nos homens, nem sempre há verrugas aparentes, por isso, esse diagnóstico é ainda mais complicado. Se a parceira confirmar o vírus, o homem deve procurar o urologista que o examinará.

Exames que podem ser feitos para investigar a presença do vírus

HPV

  • VULVOSCOPIA – examina a vulva;
  • PENISCOPIA – exame no pênis;
  • COLPOSCOPIA – examina a vagina;
  • ANUSCOPIA – examina o ãnus.

Nesses exames é feito o recolhimento de material dessas áreas que é analisado. Além disso, um exame de HIV é feito também, como forma preventiva.

Tratamentos contra o HPV

As lesões costumam aparecer no local infectado entre cinco e quarenta dias após a contaminação. O tratamento será feito conforme o paciente, suas características, como idade e dependendo do estágio da doença. Há tratamentos medicamentosos, mas também podem ser feitos tratamentos diretamente no local, com cauterização das lesões, os métodos variam, há o laser ou ácidos que podem ser aplicados no consultório médico.

O tratamento garante a cura se for feito corretamente, mas, durante esse período a abstinência sexual é necessária.

Existem centenas de variações do vírus, mas as infecções costumam ser causadas por quatro tipos:

  • Versões 16 e 18 – causam 70% dos casos de câncer do colo do útero
  • Versões 6 e 11 – causadores de 90% dos casos de verrugas genitais.

Duas vacinas já podem ser usadas na prevenção do HPV: uma, a “Vacina Quadrivalente”, produzida pelo laboratório Merck Sharp & Dhome, que imuniza contra os quatro tipos desse vírus e é indicada à mulheres com idades entre 9 e 26 anos.  Outra, indicada para a mesma faixa etária, previne contra os tipos 16 e 18, ou seja, ajuda a evitar o câncer de colo de útero através desse vírus e chama-se “Vacina Cervarix”.

Apesar de sua extrema importância, estas vacinas ainda são bastante caras e necessitam várias aplicações.

Prevenção desta doença

Para prevenção do contágio pelo ato sexual, o melhor método é o preservativo, por isso, deve-se colocar o preservativo desde as preliminares, evitando o atrito de peles, mas é bom lembrar que, onde a camisinha não protege, pode acontecer o contágio. Assim, também os exames periódicos em ginecologistas e urologistas são fundamentais para que se tenha um controle e os exames de papanicolau garantirão a prevenção eficaz do câncer de colo do útero e a detecção do vírus se não houverem verrugas aparentes. Surgindo qualquer sintoma, sejam coceiras ou verrugas genitais, procurar um médico rapidamente.

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