Por Ana Ligia em 24/08/2016

Pokémon Go é um jogo que foi lançado em centenas de países em julho, (no Brasil, em agosto) e tem conquistado milhares de fãs.

O aplicativo já é um dos mais baixados e desde então, a vida dos gamers não tem sido mais a mesma. Mas até que ponto a relação e o envolvimento com a tecnologia deixam de ser algo saudável?

O jogo mistura a vida real com a virtual e “obriga” os treinadores a saírem à caça dos seus pokémons. A psicoterapeuta Maura de Albanesi cita uma vantagem disso: forçar as pessoas a se movimentarem.

“Não deixa de ser uma forma de entretenimento que faz com que o indivíduo se mexa e que não fique parado em uma sala focado em um jogo por horas, como acontece muitas vezes com os videogames tradicionais.”

Os pros e contras do jogo Pokémon GO no cotidiano feminino

Foto: depositphotos

Pokémon Go é usado como tratamento

Um hospital infantil nos Michigan, nos Estados Unidos está usando o Pokémon Go para tirar pacientes do leito.

Ao apresentar o jogo para as crianças, os médicos e cuidadores conseguiram fazer com que os pequenos tivessem vontade de sair da cama e começar a interagir com o ambiente externo e até mesmo entre eles.

Uma reportagem da BBC também citou o caso de Adam Barkworth, um inglês de 17 anos que sofre de um autismo grave.

Ele não saia de casa há mais de cinco anos e o fez pela primeira vez depois de baixar o Pokémon GO. A mãe do jovem afirma que ele também passou a interagir mais com os familiares depois do jogo.

Existe interação no jogo?

A interação entre pessoas existe no jogo, mas ela é mais latente entre o jogo e o indivíduo.

“Se compararmos a uma partida de futebol, seria como se cada um estivesse com a sua própria bola. Além desta individualidade, o gamer se desliga do meio externo e de tudo ao redor. Por isso temos esses acidentes registrados recentemente, com pessoas que se machucaram ou foram assaltadas, enquanto estavam jogando, imersas nesse contexto”, afirma a Maura.

No mundo virtual, a interação principal será sempre com a máquina, mesmo quando “por trás dela” há uma outra pessoa. É sempre para o equipamento que depositamos toda a nossa energia.

“Não existe troca de vibrações, como ocorre quando estamos diante de uma pessoa, onde recebemos e emitimos energias. Nem percebemos o quanto nos dedicamos emocionalmente e mentalmente a essas máquinas. Quando a pessoa está conectada a jogos, redes sociais e internet, é como se ela apagasse da tela mental todos os estímulos externos”, destaca Maura.

Como os pais devem impor os limites do jogo?

Um grande desafio dessa geração de pais e mães é controlar e regular o uso de internet e jogos por parte dos filhos (as).

Proibir não é uma solução, pois isso pode impedir a socialização dele (a), já que todos os amigos e colegas vivem nesse mundo hoje em dia. O ideal é impor limites e regras.

“É importante estabelecer um período e frequência de uso diário, não apenas, me refiro aplicar essa regra às crianças, mas para os adultos também. De maneira geral, se você passa o dia inteiro conectado, você deixa de viver a realidade e fazer atividades que fazem bem e são essenciais à saúde, ao corpo e à mente”, define a psicoterapeuta.

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