Por Lilian Druzian em 07/12/2011

O que são as doenças crônicas dos pulmões?

São doenças obstrutivas dos pulmões (representadas pela sigla DPOC) que reduzem a capacidade de respiração, estão na designação de doenças pulmonares obstrutivas crônicas mais comuns: a bronquite crônica, enfisema pulmonar e asma brônquica. A bronquite crônica apresenta tosse produtiva todos os dias, por, no mínimo três meses durante dois ou mais anos consecutivos, mas antes de ser confirmada, outras doenças possíveis que causem tosse crônica devem ser descartadas, como tumores ou infecções respiratórias.

No caso do enfisema, ele se caracteriza pelos alvéolos dos pulmões estarem, parte destruídos e parte obstruídos. Os alvéolos são como diminutos sacos de ar, por onde entra o oxigênio e sai o gás carbônico. Os danos derivam de muitos anos de tabagismo e esses danos não são completamente reversíveis, a tendência é que piorem com o passar dos anos, devido às substâncias irritantes do fumo, que inflamam as vias respiratórias e as alteram, causando danos permanentes.

Os perigos por trás das doenças pulmonares crônicas

Quais os sintomas comuns em casos de DPOC?

Os sintomas podem variar a cada caso, algumas pessoas apresentam a formação de catarro, tosse e encurtamento da respiração. Em certos casos, vão desenvolvendo uma limitação gradual aos exercícios e tosse eventual, noutros, tem tosse produtiva, especialmente pela manhã e contraem infecções respiratórias com facilidade, o que torna o catarro amarelado ou esverdeado e a dificuldade para respirar aumenta, podendo surgir chiado no peito. Se a pessoa segue fumando, ao passar do tempo a dificuldade para respirar aumenta e até tarefas simples como vestir-se ou escovar os cabelos se tornam mais difíceis e, em casos graves de DPOC, apresentam fraqueza cardíaca e inchaço das pernas e pés.

Como é feito o diagnóstico?

O médico reúne informações sobre o paciente, o tempo de fumante, alterações do exame clínico e também resultados de exames de imagem que pode requisitar para confirmar a DPOC, como radiografias, tomografias de tórax, além de espirometria, que é um exame específico em que é medida a capacidade pulmonar, onde a pessoa respira fundo e sopra dentro de um aparelho, que fará a medição dos fluxos e volumes pulmonares. Também há a gasometria, onde sangue de uma artéria é retirado e a quantidade de oxigênio é medida, normalmente estando baixa em pessoas com DPOC.

Quais os tratamentos possíveis nos casos de DPOC?

  • Parar de fumar é a primeira coisa a ser feita, mesmo que sejam necessários medicamentos para reduzir as crises de abstinência em pessoas com muita dificuldade para abandonar o vício, como os broncodilatadores, que podem ser usados em nebulizadores, sprays ou “bombinhas”, turbohaler e rotadisk (bombinhas de pó seco), comprimidos ou cápsulas de inalar, que tem efeito mais rápido e efetivo. Também os corticosteróides são úteis e o oxigênio domiciliar melhora a qualidade de vida dos pacientes mais avançados.
  • A reabilitação pulmonar através de exercícios e orientações do médico, podem  diminuir os sintomas e as limitações causadas pela doença, melhorando a vida do paciente.
  • A prevenção dessas doenças também depende de evitar-se o fumo, que é o principal fator causador dessas doenças e, além disso, existem as vacinas contra gripe e pneumonia, que são úteis na prevenção.

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