Por Lilian Druzian em 05/12/2011

O que é e para que serve?

A vesícula é um órgão do aparelho digestivo que serve como reservatório e também como distribuidor da bile, aquele líquido amarelo-esverdeado que serve para auxiliar na digestão das gorduras que ingerimos e que é produzido pelo fígado. A bile é distribuída ao duodeno quando comemos, para que metabolize as gorduras, assim, se o duodeno estiver vazio, a bile fica armazenada na vesícula e, ao nos alimentarmos, ela se contrai e envia a bile ao seu destino.

Ela pode armazenar 50ml de bile, mas, para um aumento de armazenamento, a bile que está ali armazenada se concentra, já que vai perdendo água, então, ao ser liberada ao duodeno é muito mais forte.

Pedras na vesícula

Como surgem os cálculos?

Elas são o resultado de um desequilíbrio entre a quantidade de água e também das substâncias  presentes na bile, o que a solidifica. Tanto a falta de água quanto o excesso de algum elemento, como o colesterol ou pigmentos, pode causar as pedras.

Veja causas mais comuns

  • Idade: a partir dos quarenta anos de idade as chances de desenvolver as pedras aumentam em 4 vezes; é incomum em jovens.
  • Sexo: é mais comum em mulheres do que em homens, mas, a partir dos sessenta anos, devido às alterações do hormônio estrogênio, a diferença cai.
  • Gravidez: como o hormônio estrogênio aumenta na gravidez, isso favorece ao aparecimento das pedras.
  • Reposição hormonal: aqui também o estrogênio pode ser responsável pelos cálculos.
  • Obesidade: este é o principal fator entre os jovens, especialmente mulheres.
  • Genética: quando há parentes de 1º grau com histórico da doença, as chances de se desenvolverem cálculos aumentam em duas vezes.
  • Perda de peso: quando a perda é rápida e em pouco tempo, ou a dieta alimentar é de muito baixas calorias, isso também pode contribuir.
  • Diabetes;
  • Cirrose;
  • Muito tempo em jejum: a bile fica por muito tempo na vesícula e desidrata demais, aumentando o risco de formação das pedras;
  • Drogas: medicamentos como Ceftriaxiona, fibratos e anticoncepcionais;
  • Anemia falciforme;
  • Sedentarismo;
  • Doença de Crohn.

Como deve ser o tratamento

A pessoa que sabe, através de exames, que possui colelitíase, deve procurar cuidar da alimentação de forma especial, já que a vesícula está totalmente envolvida com a alimentação.

Existem diferenças entre os pacientes de pedras na vesícula, alguns passam muitos anos com pedras e não apresentam nenhum sintoma, muito menos problemas maiores, como obstrução do canal vesicular, que normalmente causa a inflamação da vesícula, ou colecistite, e, algumas vezes, consequentemente, a retirada cirúrgica da vesícula.

Quando o paciente é do grupo dos assintomáticos, ou seja, tem pedras mas elas se mantém sem causar as cólicas, podem ser feitos tratamentos com  a finalidade de desintegrar as pedras, como medicamentos ou até tratamentos de choque.  Assim, quem é desse grupo, deve manter uma alimentação rica em fibras e pobre em gorduras, já que as gorduras são responsáveis pelo aumento do colesterol e este é que forma as pedras, na maioria das vezes.

Muita gente acha que, se tem cálculos, elas devem ser expulsas, só que, o que não sabem, é que algumas vezes o problema todo surge exatamente porque alguma pedra é maior do que o canal vesicular e, seja por qual motivo for, quer sair! Aí, obstruindo a passagem da bile, faz com que a vesícula se contraia para enviá-la ao duodeno e não consiga, surgindo daí a terrível cólica biliar e, às vezes, a inflamação da mesma.

Por isso, em se tratando de medidas caseiras para quem tem pedras, o ideal é que a pessoa cuide bastante para não ingerir comidas gordurosas, frituras,etc. e que coma muitas frutas e legumes, que ajudam o organismo como um todo e não acumulam gorduras.

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