Por Ana Ligia em 27/06/2016

É normal as mulheres apresentarem algum tipo de corrimento ou até mesmo um certo desconforto na vagina, pelo menos uma vez na vida. O tipo de secreção pode ocorrer devido a vários fatores naturais. Mas o que vem preocupando a medicina é uma forte dor que muitas vêm sentindo na vagina, impedindo de praticarem relações sexuais e, até mesmo, de sentarem. O problema foi nomeado: vulvodínia.

A doença

Ainda não foi possível realizar um diagnóstico do problema, que segundo reportagem do jornal britânico Daily Mail atinge 16% das mulheres. O sintoma da vulvodínia é caracterizado por uma forte ardência ou dor durante o simples toque na região. Algumas mulheres descrevem como “uma sensação de esfaqueamento”.

Causas

A causa também é algo ainda desconhecido, mas estima-se que há vários tipos de formas de contágio, como relações sexuais, infecção, uso de roupas apertadas, certos sabonetes e cremes, irritações, histórico de abusos sexuais (a vulvodínia às vezes é relacionada a traumas), fatores genéticos, alergias, mudanças hormonais, entre outros desencadeadores.

Nova doença provoca dores durante o sexo, no uso de calcinhas e também ao sentar

Foto: Depositphotos

Como se prevenir da vulvodínia

Uma das dicas para evitar a vulvodínia é a higiene pessoal. Prefira sabonetes neutros àqueles que possuem aromas. Use roupas íntimas de algodão. Lubrifique sempre a vagina antes das relações sexuais, mas cuidado no produto que você irá aderir. Escolha os naturais, como os óleos do coco e amêndoa. E o uso sempre da camisinha.

A vulvodínia tem sido um problema que vem mexendo muito com a autoestima da mulher. Não há motivo para se envergonhar. Nada é mais seguro que a consulta de um profissional da área. Assim que os sintomas da doença começarem, um ginecologista deve ser procurado, que ajudará no tratamento com o uso de medicamentos e pomadas apropriadas.

Muitos ginecologistas acreditam que a vulvodínia pode ser causada devido a problemas psicológicos. Se ela for diagnosticada em seu corpo, procure ainda cuidar da sua saúde mental com ajuda de psicólogos e terapeutas.

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