Por Pollyana Batista em 09/11/2017

Durante a gestação, a mulher e o bebê passam a ser acompanhados por uma série de exames chamados de pré-natal. Nele, estão incluídos avaliações médicas periódicas e a realização de diversos procedimentos de ultrassom e análises laboratoriais.

Essas atividades garantem uma gravidez mais tranquila e segura para ambos e previne problemas que possam surgir. O que muitas mulheres precisam incluir na sua rotina de exames é uma visita ao dentista.

Isso é necessário pois há uma série de transformações no organismo feminino durante a gestação que podem influenciar diretamente na saúde bucal. A enxurrada de hormônios ou a mudança de hábitos podem afetar os dentes.

Grávidas precisam cuidar da saúde bucal

A enxurrada de hormônios ou a mudança de hábitos durante a gestação podem afetar os dentes

Enjoos e vômitos frequentes aumentam a erosão dentária (Foto: depositphotos)

O odontólogo Gabriel Politano, responsável pela área de células-tronco da polpa do dente de leite da Criogênesis, explica o que pode acontecer: “A alteração dos hormônios na gravidez afeta as fibras da gengiva facilitando o processo de gengivite, um sangramento intenso e espontâneo durante a escovação. Outro fator que pode ser observado na gestação é o risco de enjoos e vômitos frequentes, aumentando as chances de erosão dentária. Além disso, infecções periodontais mais avançadas têm sido associadas à prematuridade e pré-eclâmpsia”.

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Essa visita ao dentista é chamada de pré-natal odontológico: “a função do pré-natal odontológico é informar sobre procedimentos preventivos e detectar problemas precocemente. Além disso, passamos todas as orientações sobre os cuidados com a higiene bucal do bebê mesmo antes do nascimento dos primeiros dentes”, esclarece Politano.

Inovação no campo odontológico e gestacional

Você sabia que é possível retirar células-tronco do dente de leite da criança? Essa ação tem o caráter preventivo, pois futuras doenças podem ser combatidas com esse tipo de célula.

“O grande diferencial do dente de leite é a presença de células-tronco do tipo mesenquimal. Estas células têm a capacidade de, em laboratório, se transformar em uma variedade de outras células destinadas a reparação de tecidos. Apesar de ainda estar em pesquisa, estudos indicam a capacidade do material de originar vários tecidos humanos como osso, gordura, cartilagem e músculo”, afirma o dentista.

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O especialista conta como é feito o procedimento, que costuma ocorrer quando a criança tem entre os 5 e 12 anos de idade: “retiramos as células-tronco da polpa do dente daquele pedacinho de carne que está grudado no dente. Assim que a polpa é removida, enzimas são aplicadas para retirar as células da mesma. O material deve ser acondicionado em um kit específico de transporte e enviado imediatamente à clínica de armazenamento para o devido processamento laboratorial. No entanto, caso o dente venha a cair antes da consulta, é necessário que a família possua o kit de transporte para o acondicionamento correto”, resume o odontólogo Gabriel Politano.

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