Por Débora Silva em 15/04/2016

Existem diversas maneiras de prevenir uma gravidez não programada: são os métodos contraceptivos, que devem fazer parte da vida de todas as mulheres sexualmente ativas.

Nos postos de saúde do Brasil são disponibilizados à população, gratuitamente, oito tipos de métodos contraceptivos: preservativos feminino e masculino, pílula oral, minipílula, injetável mensal, injetável trimestral, DIU e a pílula do dia seguinte.

A escolha do método contraceptivo requer cuidados e uma consulta com o(a) ginecologista, mas, se você já usa a pílula anticoncepcional e está querendo largar, confira algumas alternativas.

Prós e contras de deixar a pílula anticoncepcional

Como tudo na vida, a decisão de abandonar os anticoncepcionais orais apresenta pontos positivos e também negativos. Especialistas afirmam que, dentre as principais vantagens, estão a redução do risco de desenvolver problemas cardiovasculares, a não influência na libido, a diminuição de reações inflamatórias (que melhora a aparência das celulites) e a redução de risco de varizes e trombose.

Por outro lado, há os pontos negativos, que incluem o menor controle do ciclo menstrual, o possível aparecimento da acne e o aumento de cólicas e sangramentos excessivos. As mulheres que têm endometriose ou miomas, por exemplo, geralmente precisam utilizar hormônios para controlar tais condições.

Imagem de mulher segurando camisinha pouco antes de ter relação com parceiro

Foto: Depositphotos

Quero largar a pílula! Quais outros métodos posso utilizar?

Se você já se informou bastante e realmente decidiu deixar o anticoncepcional de lado é importante marcar uma consulta ginecológica para conversar sobre os outros métodos contraceptivos que você poderá utilizar. Lembre-se que não existe um método ideal para todas as pessoas, uma vez que cada um deles possui as suas próprias características e se adequam de maneira diferente em cada uma.

É importante ressaltar que é necessário combinar os métodos, pois a camisinha sempre deve ser usada, independente de o outro método escolhido ser ou não hormonal.

Confira a seguir as características de alguns dos métodos contraceptivos para deixar a pílula hormonal de lado:

Diafragma

Trata-se de um método de barreira móvel, de látex, que é inserido dentro da vagina e fecha o canal do colo do útero, funcionando como uma barreira para o sêmen.

Para funcionar corretamente, a estrutura deve ser colocada duas horas antes da relação sexual e retirada em até seis horas depois.

O diafragma não deve ser usado durante a menstruação e é contraindicado para as mulheres virgens, alérgicas ao látex e as que tenham qualquer doença no colo do útero.

Dispositivo intrauterino (DIU)

Feito de cobre, o dispositivo possui ação espermicida intrauterina, impedindo que o espermatozoide chegue ao óvulo. O DIU pode ficar até cinco anos dentro do corpo da mulher e, após uma semana de sua colocação, é necessária a realização de um ultrassom transvaginal para verificar se o dispositivo está bem localizado.

Os efeitos colaterais deste método incluem o aumento do sangramento menstrual, da duração do período menstrual e a ocorrência de cólicas.

Preservativo masculino e feminino

É considerado o método mais seguro, pois, além de evitar a gravidez, protege contra as DST’s.

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