Publicado por Katharyne Bezerra

Manchas na pele são tidas como problemas estéticos, mas muitas vezes podem ser indicativos de doenças graves, como é o caso do câncer.

Estas marcas que surgem, principalmente na região do rosto, podem ser desencadeadas devido a exposição ao sol e aos raios ultravioletas, como o UVB e UVA.

Assim, quando as pessoas estão expostas a estas radiações, a pele sofre com um processo crônico chamado de fotoenvelhecimento, que é acumulativo e progressivo, resultando assim nas manchas.

Porém, de acordo com o dermatologista Jardis Volpe, existem métodos eficazes na prevenção e também no combate às manchas provocadas pelo sol.

O protetor, por exemplo, é uma forte arma para evitar o surgimento dessas marcas, mas para isso ele precisar ser aplicado corretamente. Já na batalha contra as manchas já existentes, o médico indica o laser SPECTRA.

Fique atenta: manchas na pele podem ser indícios de câncer

Foto: depoistphotos

Mas afinal, como surgem as manchas no rosto?

“As manchas de pele são provocadas sobretudo por um pigmento chamado melanina, que dá a cor marrom para a nossa pele e seu estimulo depende da radiação ultravioleta proveniente do sol. Tanto a UVB quanto a UVA podem causar manchas de envelhecimento”, afirma o dermatologista Jardis Volpe.

Aainda segundo o doutor, existem outras formas de apresentar este problema.”Outro tipo de mancha bastante conhecido é o melasma ou as manchas da gestação por serem mais comuns nesse período. Essas manchas que acometem malar, testa e buço, também pioram por conta do calor (infravermelho), por isso muitas mulheres que vão para a praia com protetor, mesmo assim sentem que a mancha piora”, explica.

O médico ainda pontua que as pessoas que fazem tratamento, mas que ainda tomam sol sem a devida proteção estão sujeitas a apresentarem as mesmas manchas e, o pior, sofrer com o surgimento de mais. Por isso, a melhor forma de cuidar da saúde da pele é evitando a exposição aos raios solares.

Prevenção: a melhor saída para a saúde

O protetor solar deve ser utilizado o ano todo, pois é a forma mais segura de evitar que o paciente apresente fotoenvelhecimento. E este método deve ser adotado por todos, até mesmo pelas pessoas que trabalham em escritórios.

“Explico aos pacientes que as radiações UVA e UVB estão presentes na atmosfera e podem causar fotoenvelhecimento, sobretudo a UVA que ultrapassa vidros e janelas e pode causar manchas e acelerar o envelhecimento”, alerta Volpe. Sendo assim, é ilusão achar que está protegido dentro do carro ou no trabalho.

Desta forma, o doutor dá uma dica para quem deseja se proteger das radiações: quem vive exposto ao sol deve passar o protetor solar a cada duas horas, já quem fica em locais protegidos deve aplicar, pelo menos, duas vezes ao dia.

“Fatores de no mínimo 30 devem ser usados. Quando expostos ao sol, recomendo dobrar o FPS, principalmente para as peles claras, então FPS 60, pois temos a tendência a passar menos protetor do que precisamos”, recomenda o dermatologista.

Laser SPECTRA e sua utilização

As vezes as informações sobre proteção chegam tarde e por isso pacientes acabam contraindo as temidas manchas. Por isso, ao ser observada estas marcas no rosto, um dermatologista precisa ser procurado com urgência, tendo em vista que estas podem ser uma situação pré-maligna para câncer de pele e só o especialista pode identificar o grau do problema.

“Se houver alguma dúvida se a mancha pode ser maligna, o dermatologista poderá fazer exames auxiliares, como a dermatoscopia, para tirar essa dúvida. Lasers não podem ser aplicados em lesões malignas, isso apresenta um risco muito grande”, explica.

Felizmente, as clínicas dermatológicas contam com uma avançada tecnologia a laser capaz de tratar as manchas provocadas pelos raios solares e também outros problemas, como clareamento de olheiras e redução dos poros.

“O equipamento emite lasers ultrarrápidos e de baixa energia que atinge os melanócitos cutâneos (a origem do pigmento), promovendo além disso um processo global de melhora do aspecto da pele”, explica.

Ainda segundo o Volper, são necessárias seis visitas ao consultório, de 15 em 15 dias. “O procedimento não atrapalha as atividades diárias do paciente e não causa reação inflamatória. Os pacientes já conseguem notar resultados nas primeiras sessões”, finaliza.

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