Por Daiane Silva em 31/10/2011

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Já dizia uma antiga canção “Ainda encontro a fórmula do amor!”e este seria um dos sonhos utópicos de muitas pessoas que estão à procura da sua “tampa da panela”, “metade da laranja” e outras metáforas que simbolizam aquela pessoa especial para dividir o bom e o ruim da vida até o fim dos nossos dias. Também aquelas que entram e saem de relacionamentos e pensam que tem o famoso “dedo podre”, já que alguma coisa acaba desandando com o passar do tempo.

Mas, será que existem fatores que determinem a pessoa certa? Ou que mostrem se os sentimentos que se tem em relação a alguém são de fato amor?

Amor

Existem pesquisadores sempre interessados em conseguir essas respostas e fazem testes e somas complexas, mas, definitivamente, ainda não foi descoberta a fórmula conclusiva.

O que será que possibilita a alguns casais viverem juntos e felizes por anos? Sim, esta é a razão para o tema ser tão complicado! Encontrar alguém que nos encante, envolva e com quem se queira passar o resto dos nossos dias é até fácil, afinal, a paixão, que é o primeiro estágio desse encantamento, deixa a todos, de modo geral, em êxtase. Logo que um casal se envolve, existe aquela mágica, os dois estão tentando encantar ao outro, os dois estão interessados em tornar os encontros gostosos e, assim, mostram-se educados, gentis e alegres. Por isso, os defeitos ficam muito bem escondidos, um vê no outro apenas o que quer ver, sob a lente do entusiasmo. Depois de tempos juntos é que as coisas mudam!

Com o passar do tempo, e esse tempo nem precisa ser mais do que algumas semanas, o casal vai se descobrindo por completo, ou seja, suas manias, suas crenças nas coisas, suas experiências anteriores pesam, as famílias acabam fazendo parte do relacionamento e pode não haver total afinidade, aí surgem alguns conflitos. Então, esse casal, que antes só via o relacionamento por um prisma, passa a ver no outro coisas que se tornam desagradáveis, opiniões com as quais não concordam, enfim, surgem as situações estressantes do relacionamento. É a realidade nua e crua achatando a ilusão! Apesar de necessitarem se modificar, ceder em alguns pontos, mudar seus conceitos em algumas questões para que a relação prossiga, nem sempre um ou os dois estão dispostos e desistem de ficar com aquela pessoa que não tem mais nada a ver com sua maneira de ser.

Aí, partem novamente à procura de alguém que se encaixe na imagem idealizada de par perfeito.

A busca pelo parceiro é marcada, inconscientemente, pelo instinto, que, com a evolução, nos tornou sutis. O cheiro, por exemplo, ainda é um dos atrativos ou repelentes sobre o qual não temos domínio. Também certas características físicas, como as mulheres que aparentam beleza e jovialidade para os homens e os homens que tem traços fortes e másculos atraem as mulheres. Tudo devido ao instinto de reprodução, que nos impele a uma aproximação com tipos específicos. Nessa teoria se encaixa a razão por que, como no poema “Pedro amava Júlia, que amava Fabiano, que amava Maria…”, ou seja, mesmo que se saiba que alguém nos gosta demais, não nos sentimos envolvidos por essa pessoa, pois, o que se diz normalmente é que não mandamos no coração, mas o fato é que a nossa química não combina! Essas características foram encontradas no 37 países estudados.

E porque casamos? Somos parte dos únicos 3% dos mamíferos monogâmicos!

Quando nos tornamos bípedes, as fêmeas da nossa espécie tiveram dificuldades em caminhar, defender-se de predadores, colher alimentos  e ainda carregar o filhote. Por isso, contavam com um macho para tomar conta da família que por sua vez, achou muito trabalhoso cuidar de várias fêmeas ao mesmo tempo, assim, surgiu a monogamia na espécie humana.

Os cientistas explicam que a explicação para uma relação durar em média 7 anos mais ou menos é porque é o tempo que leva um filhote de chimpanzé para ficar adulto. Assim como os filhotes de nossos ancestrais, quando o filhote já estava encaminhado, o macho podia se desprender da familia e buscar uma nova. Alguma semelhança com alguns homens que conhecemos?

Hoje em dia, um ser humano leva 18 anos pra ficar adulto e assim, muitos pais se separam antes que esta idade chegue.

Assim, como se pode ver, nosso cérebro (e não nosso coração!) é tão complexo quanto a possível fórmula do amor poderia ser! São instintos primitivos interferindo, são questões que foram se modificando, desde a revolução feminina e que ainda não são bem aceitas por alguns homens, apesar dos tempos modernos, enfim, uma gama de pequenos detalhes que tornam a equação muito complicada para se tentar esmiuçar!

O fato é que, o amor não necessita fórmulas prontas, devemos agir de modo aberto, sincero e intenso, sem esperar muito, sem jogar sobre a outra pessoa a responsabilidade pela nossa felicidade! Aí sim, teremos chance de sermos e fazermos alguém feliz!

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