Por Ana Ligia em 03/11/2016

É só o clima esquentar mais um pouco que as redes sociais ficam lotadas com a hastag “projeto verão”. A corrida para tentar emagrecer rapidamente a tempo de poder aproveitar o verão com o corpo mais sarado, faz com que algumas pessoas cometam verdadeiras loucuras.

As academias lotam, começam as dietas radicais, os parques ficam cheio de pessoas que de repente começaram a se exercitar. Tudo isso para tentarem ficar mais magras em pouco tempo.

Mas segundo o especialista em Fisiologia do Exercício e Reabilitação Cardíaca, Renato Estrella, pessoas sedentárias que começaram a praticar exercícios podem ter prejuízos não só com lesões, mas também com o coração.

Especialista alerta sobre os perigos do "projeto verão"

Foto: depositphotos

O especialista elenca  um passo a passo para sedentários que decidiram começar a se exercitar.

Avaliação física

Avaliar o seu condicionamento físico antes de começar qualquer tipo de atividade é extremamente importante. Segundo Renato, ela não serve apenas para quem era sedentário, mas para qualquer tipo de atleta. “É na avaliação física que os riscos cardiovasculares e osteomusculares serão identificados”, alerta o especialista.

Sinais de alerta

É preciso ficar alerta caso durante os exercícios físicos surjam dores e desconfortos do peito, cansaço desproporcional e desmaio. O médico deverá ser comunicado imediatamente.

Histórico do paciente

Pessoas que possuem histórico familiar como hipertensão, diabetes, colesterol alto e morte súbita precisam ter um cuidado especial na hora de se exercitar. Por isso, mais uma vez, é importante a realização da avaliação física.

Alimentação

Procure manter uma alimentação rica e balanceada. Se hidrate bastante e em hipótese alguma realize exercícios físicos em jejum.

Respeite seus limites

Na ânsia de emagrecer ou ficar mais sarado (a) em pouco tempo, muitas pessoas acabam ultrapassando os próprios limites. Mas no lugar de aparecer o resultado esperado, haverá graves consequências para à saúde.

Por questões biológicas, o estímulo não deve extrapolar os limites fisiológicos de cada um. “Uma série de fatores genéticos vão guiar a resposta do seu corpo em relação ao exercício e você deve saber respeitar isso. Não adianta você querer ser forte e ter aquela aparência hipertrofiada se seu organismo não nasceu para isso”, explica Estrella.

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