Por Ana Ligia em 28/10/2016

Não é só de cores de olhos e formato de rosto que se faz um DNA. Além das características físicas, os filhos também podem herdar diversas doenças dos pais.

As enfermidades que são passadas de pai para filho e que são mais conhecidas são: alguns tipos de câncer, diabetes, problemas no coração, entre outros. Mas o que poucos sabem é que problemas bucais também podem ser herdados.

Segundo o cirurgião-dentista, Artur Cerri, apesar dessa geração tomar mais cuidados com os dentes que a passada, o fator genético ainda pode influenciar no surgimento de alguns problemas.

“Ainda que os hábitos das novas gerações sejam melhores – em função da oferta de informação que temos hoje em dia –, é comum ver jovens enfrentando os mesmos problemas que seus pais enfrentaram alguns anos atrás. Isso é especialmente comum no que se refere a cinco problemas de saúde oral: desalinhamento dos dentes, gengivite, cárie, câncer bucal e fenda palatina”, revela Artur.

Especialista alerta: filhos podem herdar doenças bucais

Foto: depositphotos

Muitas pessoas acreditam que problemas como cárie e gengivite são exclusivos de pessoas que não possuem uma boa higiene bucal, mas esse não é o único fator. “Pessoas que durante a adolescência e início da fase adulta enfrentaram muitos casos de cárie devem cuidar para que seus filhos recebam cuidados especiais desde cedo, como selantes e tratamentos à base de flúor”, aconselha o especialista.

Segundo Artur, outro problema bucal que pode ser passado dos pais para os filhos são o desalinhamento dos dentes. “A genética sem dúvida exerce um papel importante na formação dos dentes, em seu tamanho, espaçamento e disposição. Portanto, se um dos pais teve de corrigir uma mordida cruzada, por exemplo, não deve se espantar se seu filho apresentar a mesma tendência”, conta.

Um problema mais grave é o câncer oral. Cerri adverte que ele deve ser um sinal de alerta para toda a família: “É claro que os maus hábitos de uma pessoa, como fumar e consumir álcool em demasia, são os principais ‘culpados’ pelo diagnóstico de câncer oral. Entretanto, a genética também exerce alguma influência. Sendo assim, quem teve um parente direto, como pai ou mãe, que enfrentou um câncer de boca, deve se submeter a um check up odontológico de seis em seis meses. A prevenção, neste caso, é a palavra-chave para garantir uma vida saudável”.

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