Por Pollyana Batista em 16/03/2017

“A paixão é um desequilíbrio emocional”. A frase polêmica é da psicoterapeuta Maura de Albanesi. Ela faz esse alerta principalmente para as pessoas que quando estão apaixonadas esquecem de si e se moldam totalmente para agradar a pessoa amada. Segundo ela, isso não é amor: é obsessão. Entenda mais sobre esse assunto.

É amor ou obsessão amorosa?

A psicoterapeuta revela que essas atitudes precisam ser observadas com cuidado. “Na paixão você só está vendo o bom. Há casos de gente que se apaixona e só ela não percebe, por exemplo, que o cara é um bandido. Ela está enaltecendo um lado bom que às vezes nem existe. É uma projeção total, por isso que a paixão é um estado de desequilíbrio emocional […], então quando alguém está apaixonado, essa pessoa está desequilibrada psiquicamente porque ela não está vendo a realidade. Tanto que quando a paixão vai embora, ela se pergunta como foi gostar de alguém assim”, sentencia Maura de Albanesi.

Entenda a diferença entre obsessão amorosa e amor

Foto: depositphotos

A melhor forma de descobrir se o que você sente é obsessão amorosa é ter um olhar crítico sobre os seus próprios atos. A psicoterapeuta aconselha: você precisa “perceber que está projetando, […] olhar concretamente o que a pessoa faz e falar sem a projeção. É um processo para trazer para o real. Porque existe, de fato, a questão da projeção e para sair disso, é necessário trazer dados reais. Como se você tirasse os óculos que sou ‘eu no outro’”.

Em relação ao amor, a especialista acredita que esse sentimento nobre é “quando você vai além do lado bom e olha o lado sombra da pessoa, ou seja, os defeitos, e você não se incomoda tanto com eles, mas sabe reconhecê-los. Quando os defeitos não são empecilhos”.

Perceber os erros

A profissional lembra que reconhecer os defeitos do outro só faz fortalecer a relação e não atrapalhar: “quando esse lado sombra não me desestabiliza, eu estou pronta para amar essa pessoa. O amor consegue entrar”.

Amor próprio

Mas antes de dar esse passo importante de amar outra pessoa, nós temos que sentir esse sentimento por nós mesmos. “O amor que você tem a si não pode estar em questão pelo amor que você sente pelo outro e nem tampouco pelo amor que o outro sente por você. Quando você não vê o outro como um objeto seu, você está pronto para amar. Na hora que eu amo e aquela pessoa tem que estar comigo para eu ser feliz, eu coloquei uma condição para minha felicidade em que eu dependo do outro”, ensina Maura de Albanesi.

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