Por Katharyne Bezerra em 19/07/2016

Existem alguns fatores estéticos que podem incomodar muitas mulheres, como gordurinhas localizadas na barriga, celulite e estria. Esta última, por sua vez, ainda se apresenta em duas versões, vermelhas ou brancas. No primeiro caso, por exemplo, trata-se das recentes, enquanto que as brancas são as estrias cicatrizadas e mais antigas. Por estas razões, estas segundas são as mais difíceis de serem tratadas. Contudo, a medicina dermatológica, buscando aprimoramento contínuo, conseguiu desenvolver um método capaz de destituir as estrias em  pelo menos quatro sessões. Chamado de Eletroderme, o aparelho pode ser encontrado em clínicas de estética.

Afinal, o que são estrias?

Antes de entender melhor sobre como funciona o Eletroderme é importante compreender o que são as estrias, como elas se formam e por qual motivo elas surgem no corpo. Assim, de acordo com o dermatologista Abdo Salomão, integrante da Sociedade Brasileira de laser em Medicina e Cirurgia e da American Academy of Dermatology, as estrias aparecem devido a um processo de distensão da região cutânea. “Elas ocorrem por um estiramento da pele além da sua capacidade, de forma duradoura”, explica.

Este processo pode ser decorrente de uma aplicação de silicone, má alimentação e até mesmo a oscilação de peso, provocando um efeito “sanfona” no corpo. Além destas razões, outros motivos também provocam o rompimento das fibras de colágeno e de elastina no corpo, causando mais estrias. Outro aspecto que vale ressaltar é que as estrias podem surgir em todas as partes do corpo, contudo são mais frequentes nos seios, na região dos glúteos, no abdômen e coxas.

Eletroderme: conheça técnica para eliminar de vez as terríveis estrias

Foto: Depositphotos

Eletroderme: técnica contra as estrias

É fato que os dermatologistas estão sempre buscando inovar nos métodos para satisfazer os desejos das pacientes. No caso das estrias, por exemplo, existem diversos tratamentos que vão desde a aplicação de cremes a base de ácido retinoico e de ácido glicólico, até procedimentos realizados com lasers. Contudo, há pouco tempo a ciência descobriu a eficácia de microagulhas na luta contra o estiramento da pele. Portanto, foi assim que surgiu o Eletroderme.

A mais nova técnica é feita através do sistema de radiofrequência microagulhada. “As agulhas ultrapassam a epiderme, emitindo ondas eletromagnéticas apenas nas camadas mais profundas da pele, preservando a superfície. Isso faz com que a temperatura da derme chegue até a 70ºC, estimulando a produção de colágeno e refazendo as fibras rompidas”, afirma Salomão. O aparelho ainda pode ter a temperatura ajustada, variando de 55°C a 100°C.

Para o dermatologista, este tratamento é eficaz pois ele consegue regenerar a pele através da proliferação de células-troncos, a ação cicatrizante e o estímulo da síntese de elastina, que pode ser observada tanto na produção de colágeno como também no aumento de vasos sanguíneos. Todos estes benefícios são conferidos na utilização desta técnica e mesmo assim é um procedimento que promete não afetar a superfície da pele, isto é, a epiderme.

Já com relação as aplicações, estas só podem ser feitas por um dermatologista e as sessões devem seguir intervalos mensais. “O pós-procedimento é tranquilo, a recuperação é muito rápida, bem como o retorno do paciente às atividades. A região, em alguns casos, pode ficar eritematosa e edemaciada. Em 30 dias já é possível ver os primeiros resultados. Os finais aparecem após quatro meses”, completa o Dr. Abdo Salomão.

Contraindicações

Mesmo sendo um produto confiável, o Eletroderme tem algumas contraindicações. Por exemplo, grávidas não podem realizar este procedimento estético. Além delas, as pessoas que apresentam tendência à desenvolverem queloide também não podem usufruir dos benefícios deste método. Vale ressaltar ainda que o procedimento deve ser evitado em localidades do corpo que estejam inflamadas.

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