Por Natália Petrin em 20/11/2015

Na margem das pálpebras, junto aos cílios, temos glândulas que produzem uma secreção gordurosa que faz parte da composição das nossas lágrimas. As glândulas, no entanto, em algumas pessoas, não produzem a secreção de forma correta devido à alterações hormonais, infecções bacterianas, excesso de gordura, entre outras causas.

Nesses casos, há um acúmulo dessa secreção junto aos cílios que causa coceira, vermelhidão e irritação, e recebe o nome de blefarite. Há ainda, com o mau funcionamento dessas glândulas, uma alteração na lágrima, que acaba ocasionando o olho seco.

Sintomas

Quando há o aparecimento da blefarite, também conhecida como caspa de cílios, é comum que as pálpebras, tanto superior quanto inferior, fiquem cobertas por detritos oleosos – que são o motivo de ser chamada de caspa de cílios – em torno da base. Isso, quando não tratado, pode, inclusive, ocasionar na perda dos cílios.

Entre os sintomas mais comuns estão a coceira, irritação ocular, sensação de corpo estranho, lacrimejamento, além de vermelhidão nas bordas das pálpebras. Além disso, a blefarite aumenta as chances de ocorrência de terçol.

Conheça a blefarite e saiba como tratar essa doença

Foto: Reprodução/ internet

Como tratar?

Trata-se de uma doença crônica e, portanto, não existe uma cura. Mas o tratamento é bastante simples e deve ser levado até o final.

  1. Calor local é outra forma de tratar de forma natural, pois isso ajuda a remover as crostas que se formam, além das secreções gordurosas. Faça uma compressa úmida em água morna durante um período entre cinco e 10 minutos com os olhos fechados. Repita sempre antes da limpeza.
  2. Faça uma massagem suave na base dos cílios para drenar as secreções das glândulas, e deve ser feita com movimentos circulares e horizontais durante alguns segundos.
  3. Limpe os olhos com suavidade com uma compressa embebida em solução específica para limpeza palpebral, que pode ser encontrada em farmácias. Pode-se usar também cotonete ao invés da compressa. Limpe bem as pálpebras e, após a limpeza, enxágue com soro fisiológico ou água. Repita duas vezes ao dia até melhorar.

Em alguns casos mais graves, pode ser necessário associar o tratamento ao uso de antibióticos e anti-inflamatórios, mas somente o seu médico poderá indicar o melhor tratamento, uma vez que podem trazer efeitos colaterais.

O consumo de ômega 3, segundo estudos, é eficaz como auxiliar na regulação das glândulas, diminuindo assim a blefarite. Pode ser usado na forma de drágeas ou em pó, e a quantidade indicada é de uma grama duas vezes ao dia, sempre junto às refeições.

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