Por Lilian Druzian em 08/12/2011

A incontinência urinária é caracterizada pela perda involuntária da urina, o que é motivo de constrangimento para a pessoa que sofre com esse problema. Tanto que algumas deixam de tratar o problema por muito tempo por causa da vergonha.

Acontece, geralmente, quando a pressão interna da bexiga é maior que a da uretra. A incontinência urinária, IU, também é chamada de enurese e costuma ocorrer com frequência durante a noite, com crianças até os seis anos de idade, mais ou menos e também com idosos. Embora não seja, como se costuma pensar, uma consequência normal da idade, mesmo que os músculos costumem perder parte do tônus com o envelhecimento. É um problema que costuma afetar mais as mulheres, acredita-se, pela anatomia do assoalho pélvico.

Incontinência urinária

A bexiga é nosso reservatório de urina e a incontinência ocorre quando o estoque e o esvaziamento de urina da bexiga não ocorrem de modo coordenado, o que pode ser decorrência de mau funcionamento dos músculos e nervos da uretra e bexiga.

Tipos de incontinência urinária

TRANSITÓRIA: quando há uma causa reversível que pode ser determinada;

Possíveis causas reversíveis: infecção urinária, medicação, constipação intestinal acentuada, mobilidade restrita, doença aguda, inflamações da bexiga, desordens psicológicas ou hormonais e retenção urinária.

PERSISTENTE: quando não há uma causa transitória  determinada. Esses casos, podem ser tratados e melhorados com tratamento adequado.

Exemplos:

  • Incontinência de estresse, também chamada, por esforço, quando pequenas quantidades de “xixi” escapam ao espirrar, tossir ou fazer algo que aumente, repentinamente, a pressão no interior do abdômen.
  • Nas mulheres é muito comum o tipo urge-incontinência, quando não há controle na urgência em urinar, quando a bexiga está cheia.
  • Por transbordamento, quando a bexiga enche demais e pequenas quantidades de “xixi” vazam sem aviso;
  • Mista, quando existe uma mistura dos dois tipos.

Como é feito o diagnóstico?

Através de exame clínico, reunindo informações sobre o caso da pessoa, se toma medicações, quais as características de seu problema, história familiar, etc. Todos esses detalhes podem determinar o tipo específico da incontinência. Podem ser requisitados exames de imagem, como ultra-sonografia e urografia excretora, que é um exame radiológico bem detalhado do aparelho urinário, do qual faz parte a injeção de contraste. Servem para identificar problemas anatômicos ou crescimentos anormais dos órgãos.

Também existem outros exames mais sofisticados e precisos, como a cistoscopia (o médico visualiza o interior da bexiga e uretra através de um aparelho ótico fino, introduzido pela uretra) e a avaliação urodinâmica, que avalia o modo de esvaziamento e armazenamento da bexiga, como é o funcionamento desta com a uretra e até a velocidade e força do jato de urina.

Como podem ser os tratamentos?

 

Após a avaliação detalhada, o médico identifica o problema específico do paciente e, assim, poderá indicar o tratamento adequado ao caso.

O tratamento da incontinência urinária por esforço, normalmente é cirúrgico, como por exemplo a cirurgia de Sling, quando é colocado um suporte que reforça os ligamentos de sustentação da uretra e possibilita seu fechamento quando há esforço, mas exercícios também podem reforçar a musculatura do assoalho pélvico.

Já nos casos de incontinência urinária de urgência, o tratamento é com fisioterapia e com o uso ininterrupto de remédios que contenham anticolinérgicos, que evitam a contração vesical. Esses medicamentos costumam causar efeitos colaterais como: boca seca, rubor facial e constipação.

Importante é que o paciente não se envergonhe de sua situação, esse é um problema como qualquer outro, uma doença que independe da vontade da pessoa, então, deve-se buscar os conhecimentos médicos para que resolvam o problema o mais rápido possível, reduzindo o tempo em que o desconforto perdure.

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