Por Ana Ligia em 05/08/2016

Há cerca de um ano o Brasil vem enfrentando uma grave crise econômica. E esse atual cenário vem preocupando milhares de famílias que dependem dos seus empregos para se sustentarem.

O número de desempregados aumenta consideravelmente em épocas de instabilidade financeiras, pois grande parte das empresas é obrigada a realizar o tão temido “corte de gastos”.

Segundo a psicoterapeuta Maura de Albanesi, demissões causadas por questões de corte de custos são um caso muito específico.

“Costumo dizer que, no geral, as pessoas não são demitidas: elas se demitem mesmo quando são mandadas embora. É normal ouvir de pacientes frases como: ‘eu não queria mais estar lá, ‘já não estava gostando muito desse trabalho’. Mas em crise financeira não é assim”, pontua.

Como lidar com a demissão motivada pelo 'corte de gastos'

Foto: depositphotos

Nessas situações, a demissão não deve atingir a autoestima de quem a sofre. O ideal é erguer a cabeça e seguir em frente, evitando gerar crises de consciência, já que nenhum empregado ou patrão possui culpa por uma crise financeira que alastra o país inteiro.

É quase inevitável ficar frustrado e um pouco deprimido após uma demissão, mas esse tipo de sentimento não deve ser internalizado, alimentado e visto com um “lupa de aumento”.

“O mundo pode estar caindo, mas enquanto a pessoa sentir que tem algo a oferecer, que é capaz de fazer, deve se motivar e buscar novas oportunidades. Acredito que profissional bom não fica desempregado. E, mesmo em crise, alguns saem até com uma recomendação”, comenta.

Passos para superar o “luto” pela demissão

O luto não deve ser mantido por muito tempo e logo esse sentimento de frustração deve ser substituído por uma autoavaliação.

“É necessário reconhecer pontos positivos e negativos. Para aqueles que ‘se demitiram’ sem influência de crise, é preciso perceber até que ponto essa pessoa já não estava desestimulada. Isso é indispensável para não procurar um emprego com ambiente semelhante ao do anterior”, explica.

Depois dessa autoavaliação, o próximo passo será erguer a cabeça e recompor a confiança. A psicoterapeuta recomenda: “ Só assim é possível buscar novas oportunidades demonstrando ser alguém que saiba o que quer; e que tenha garra de vencedora. É necessário ficar claro que, ao buscar uma vaga, você não está implorando por um salário: está colocando à disposição do outro o seu serviço”.

Mas ainda há uma chance de você tentar ficar no antigo emprego, caso a empresa tenha deixado claro que o motivo para a demissão seria a crise financeira: uma renegociação do salário.

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