Por Débora Silva em 27/08/2015

O desejo sexual nas mulheres pode surgir com intensidade muito menor do que elas gostariam, o que ainda é um mistério para os estudiosos da área. As origens e o declínio do desejo feminino ainda não são totalmente conhecidos, porém uma das teorias indica que o distúrbio, conhecido como frigidez, é resultante da incapacidade de desconectar as partes frontais do cérebro responsáveis pelas tarefas cotidianas, e, assim, o circuito do prazer é inibido.

Um remédio conhecido como “viagra feminino” promete acabar com este problema.

O que é e como age o “viagra feminino”?

O remédio Flibanserin, apelidado de “viagra feminino” foi aprovado pela FDA (Food and Drug Administration, órgão norte-americano que regula a comercialização de alimentos e medicamentos) como o primeiro medicamento para aumentar a libido das mulheres.

Há uma diferença entre o desejo sexual masculino e o feminino: nos homens, o desejo geralmente é espontâneo; já no caso das mulheres, o desejo depende de fatores externos, tais como saúde física e emocional, condição socioeconômica e vínculo afetivo. O viagra masculino age aumentando o fluxo sanguíneo na região genital, já o “viagra feminino”, atua diretamente sobre o sistema nervoso central das mulheres.

Como funciona o 'viagra feminino'?

Foto: Reprodução/ internet

A proposta do medicamento, que é comercializada sob o nome de Addyi, é estimular a libido feminina agindo diretamente sobre os neurotransmissores cerebrais das mulheres. O remédio funciona reduzindo temporariamente os níveis de serotonina e aumentando a quantidade de dopamina e norepinefrina, o que resultaria no aumento da libido. O teste do “viagra feminino” foi realizado em mais de 11 mil mulheres que apresentavam redução ou ausência de desejo sexual, com média de idade de 35 anos.

Restrições e efeitos colaterais

Embora tenha sido aprovada pela FDA, a agência ressaltou que o “viagra feminino” só deve ser usado pelas mulheres que sofram com transtornos de desejo sexual hipoativo. Sendo assim, o Flibanserin não deve ser usado indiscriminadamente, nem quando a falta de desejo ocorrer devido a algum problema no relacionamento, estresse ou depressão.

Antes de fazer uso do medicamento, a mulher deve consultar um médico para que o profissional determine se a paciente sofre de algum transtorno caracterizado pela falta de apetite sexual.

Antes de ser aprovado, o “viagra feminino” foi reprovado duas vezes devido aos seus efeitos colaterais, que incluíam náuseas, sonolência, pressão baixa, tontura e desmaios. A versão aprovada também pode prejudicar a saúde, principalmente para as mulheres que têm problemas de fígado, ou que necessitam de outros medicamentos, dentre os quais estão alguns tipos de esteroides. Além disso, o medicamento também não deve ser combinado com álcool.

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