Por Ana Ligia em 21/11/2017

Estar radiante de felicidade e em alguns minutos cair no choro sem saber o motivo. Uma hora emotiva e sensível, em pouco tempo, irritada e mal humorada. A gravidez não muda somente o físico da mulher; alterações de humor também costumam aparecer e os nove meses são cheios de mudanças hormonais, medos, ansiedades e tantas outras emoções difíceis de descrever para quem não está passando pelo momento.

O diretor científico da Regional Santos e Baixada Santista da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP), Sérgio Floriano, consegue fazer uma analogia entre a gravidez e a Tensão Pré Menstrual (TPM). Segundo o especialista, a gestação é como se fosse uma TPM que dura nove meses.

Segundo dados da Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), metade das mulheres brasileiras não planejam a gravidez. De acordo com Sérgio, esse é outro motivo que leva as gestantes a terem alterações de humor que oscilam entre o medo e ansiedade.

“Ou seja, muitas são pegas de surpresa; algumas sem a mínima estrutura financeira, física ou emocional, em idades precoces ou tardias. Desta forma, há maior possibilidade do pré-natal ser postergado, aumentando o risco de doenças associadas”, esclarece.

Durante a gestação a mulher sofre mudanças tanto no físico como no emocional

A gestação é como se fosse uma TPM que dura nove meses (Foto: depositphotos)

O perigo das alterações de humor na gestação

Como essa verdadeira montanha-russa de emoções é algo normal na vida de uma grávida, coisas mais sérias podem acabar passando por despercebido, como a depressão. É preciso sempre estar atento ao comportamento da gestante. Uma mudança de humor considerada normal, será quando a mulher passará por variações de euforia a choro por coisas simples.

Já aquelas que apresentam sintomas de depressão, tornam-se antissociais, não possuem motivação para realizar tarefas do dia a dia, têm atitudes pessimistas, medos excessivos referente à amamentação e atenção do parceiro, entre outras.

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Algumas vezes, as grávidas que estão com depressão também têm a alimentação alterada, passando longos períodos sem comer ou fazendo refeições inadequadamente por um longo período, podendo prejudicar a saúde do feto.

Como controlar as emoções?

O obstetra conta que a ajuda dos familiares e pessoas mais próximas é mais que necessário nesse período. “Eles não só podem como devem ajudar. As amigas que já passaram por essa experiência podem dar dicas e a família, especialmente os pais e o companheiro, devem auxiliar no combate às emoções negativas”, orienta.

Sintomas durante a gestação

No primeiro trimestre

Nesse período, as emoções da grávida são reações de uma recente descoberta, com manifestações recorrentes de medo e euforia. É nessa época onde mais ocorre incidência de abortos espontâneos, geralmente decorrentes de malformações genéticas.

É também no primeiro trimestre onde aparece o desconforto físico, náuseas, vômitos, insônia e insegurança sobre a vida após a gravidez.

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No segundo trimestre

Agora a grávida conseguirá sentir o bebê dentro da barriga de forma mais concreta. Alguns dos incômodos começam a desaparecer e a mulher sente-se um pouco melhor.

No terceiro trimestre

Toledo atesta que esse é o período mais crítico, no qual as inseguranças afloram-se mais intensamente. “Ela pode sentir-se despreparada para o início da maternidade, confusa com a amamentação e temerosa em conciliar a vida social e profissional com o futuro filho”, finaliza.

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