Por Lilian Druzian em 07/11/2011

Raramente acontece um câncer na vagina causado pelas células da própria vagina. Estes, chamados de Carcinoma Epidermoide, são apenas 1% de cânceres  ginecológicos. Normalmente, ele é de origem secundária, ou seja, proveniente de metástases de câncer em órgãos próximos, como o de colo de útero, ovários, endométrio ou até de intestino grosso.

As ocorrências de câncer vaginal são mais frequentes em mulheres de idades entre 45 e 65 anos, também as que não mantém relações sexuais. Esse fator contribui para que os diagnósticos desses casos sejam feitos quando a doença já está em estágio avançado, já que alguns sintomas, como dor durante o sexo, por exemplo, podem não ser percebidos. Por isso a importância dos exames de rotina.

Quais são os sintomas?

Geralmente os sintomas são: corrimento e/ou sangramento vaginal, dor durante as relações sexuais, ardência e, quando o estágio está avançado, podem aparecer ulcerações (feridas), com infecção ou não. Além disso, em casos avançados, o tumor alcança a bexiga e o reto e causa urgência em urinar e também dor.

O que causa câncer na vagina?

A exposição ao HPV (Papiloma Vírus Humano) aparece como a principal causa, mas a irradiação prévia também pode ocasioná-lo. Assim como, enquanto no útero, a mãe tendo usado estrogênio sintético para evitar aborto.

Diagnóstico e tratamento

Colposcopia
Colposcopia

Pode-se identificar o câncer de vagina em exames de rotina no ginecologista, quando ele faz um exame a olho nu, ou então, com um aparelho próprio, chamado colposcópio, que funciona como uma lente de aumento. As lesões suspeitas passarão por biópsia para um diagnóstico preciso.

Poderão ser aplicadas como tratamento, a cirurgia ou a radioterapia, dependendo do estágio em que se encontre a doença e dos danos causados.

Muitas mulheres tem dúvidas a respeito da cirurgia, quanto à vida sexual. Realmente, em alguns casos, após a cirurgia, o sexo se torna difícil ou impossível, mas também há a possibilidade de reconstrução da vagina com enxertos.

Prevenção

A prevenção não se foca nas causas diretamente, já que estas são incertas, mas, em se evitar fatores de risco, como o contágio pelo HPV. Como em qualquer outra situação, o aconselhável é que se use preservativo em qualquer relação sexual e se limitem o número de parceiros. Também, de modo geral, cuidar da saúde, alimentando-se de forma equilibrada, não fumando e praticando alguma atividade física. Tudo isso contribuirá para evitar qualquer tipo de câncer.

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