Publicado por Pollyana Batista

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) revela que somente neste ano de 2016, estão previstos o surgimento de 600 mil novos casos da doença no Brasil. Desse total, 300 mil atingirão mulheres.

Em média, o gênero feminino é acometido, em sua maioria, pelo câncer de pele não-melanoma, seguido pelos de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e estômago. Em cada cinco diagnósticos, um será para o câncer de mama.

A incidência da doença aumenta exponencialmente depois que a mulher completa 40 anos. Pesquisadores dos Estados Unidos afirmam que cerca de 12,4% do público feminino vai desenvolver câncer de mama em algum momento da vida.

Brasil: 600 mil novos casos de câncer de mama devem surgir

Foto: depositphotos

Lá, na terra do Tio Sam, a cada 28 mulheres com mais de 60 anos, uma é atingida pela doença. Para um grupo de mulheres com 50 anos, esse número cai para uma entre 62. Já para as que têm 40 anos, a incidência é de uma a cada 68. Quanto mais jovem mais raro é o aparecimento do problema, porém, ainda assim, os dados revelam de um a cada 227 mulheres menores de 40 anos terão câncer de mama.

Segundo Vivian Schivartche, médica radiologista, esses números são muito importantes para que a sociedade atue na prevenção e na conscientização. “Como a incidência do câncer de mama está intrinsecamente relacionada ao envelhecimento, o fator idade é o principal para determinar os riscos da doença. Sendo assim, enquanto mulheres jovens não devem se preocupar muito com isso, a menos que suas mães e irmãs tenham enfrentado o problema, depois dos 40 anos a preocupação deve ser relevante o suficiente para que se faça o exame mamográfico anualmente”.

Qual é o melhor exame para detectar o câncer de mama?

A mamografia continua sendo o exame mais indicado para detectar o câncer de mama. O que pode variar é a complexidade dos equipamentos utilizados, como por exemplo, a imagem em 3D, que tem mais recursos para identificar possíveis manifestações da doença.

A médica radiologista indica: “a tomossíntese, também chamada de mamografia 3D, costuma aumentar sensivelmente a detecção do câncer de mama, já que permite enxergar o tumor numa fase muito precoce e em mamas densas e heterogêneas. Porém, em pacientes de alto risco ou quando persistirem dúvidas, outros exames devem ser realizados de forma complementar, como a ultrassonografia e a ressonância magnética”.

Para Vivian Schivartche, o fato de que na mamografia comum tanto os tecidos como os tumores aparecem na cor branca, pode dificultar o diagnóstico mais preciso. “Quando a mamografia convencional, conhecida como 2D, é realizada isoladamente, a sobreposição de estruturas da mama pode simular lesões suspeitas, obrigando a paciente a fazer mais radiografias para esclarecimento, ou até mesmo uma biópsia. A tomossíntese elimina a sobreposição dos tecidos. Com isso, temos melhor definição das bordas das lesões, melhor detecção de lesões sutis e melhor localização da lesão na mama. Com o uso do software, a exposição à radiação cai pela metade. Sendo assim, é muito vantajoso para a paciente com suspeita de câncer de mama”, explica a médica radiologista.

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