Por Ana Ligia em 21/03/2017

Geralmente quem possui no corpo as chamadas pintas, não gosta delas. Já quem não tem, acha charmoso. Nascidas por influência genética ou devido à exposição solar, é importante ficar sempre atento às manchas que aparecem na sua pele: elas podem ser sinal de alguma doença.

“Os nevos melanocíticos, ou pintas, são tumores benignos que se originam da multiplicação e conglomeração dessas células. Elas estão presentes na pele desde o nascimento, mas nessa fase da vida, a presença de pintas é rara (nevos congênitos). Ao longo dos anos elas se multiplicam e acabam por se tornar visíveis”, exemplifica a oncologista, Carolina Rutkowski.

Mas independente de você gostar ou não da sua pinta, toda atenção é pouca. Isso tudo porque elas podem indicar algum tipo de câncer de pele, mesmo aquelas que são de nascença.

Atenção, mulheres! Pintas no corpo podem ser um alerta de doença grave

Foto: depositphotos

“Durante a vida embrionária, algumas células se alteram e formam os nevos congênitos, lesões benignas que são popularmente chamadas de ‘pintas de nascença’. O câncer de pele pode, sim, se desenvolver em um nevo congênito. Esse risco varia entre 1 – 5 % ao longo da vida”, explica a oncologista.

Quando a pinta precisa de cuidados especiais

É preciso também ficar sempre em alerta para àquelas feridas que estão demorando a sarar, coceiras, sensibilidade e mudanças na superfície da pinta podem ser sintomas de alguma enfermidade.

Quando esses sintomas surgem, o melhor é consultar um dermatologista que possa avaliar de perto se você está com algum problema grave na pele. Mas a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) revela que o auto exame também pode ser feito pela regra da Assimetria, Bordas irregulares, Cores não uniformes e aumento no Diâmetro das marcas (ABCD).

“Quanto mais cedo identificado o problema, maiores são as chances de cura. Por isso, é aconselhado fazer uma biópsia sempre que houver suspeita”, afirma a oncologista.

Como evitar manchas

Uma das melhores maneiras de proteger a pele é fazer o uso diário de protetores. Segundo a dermatologista, não é somente as pintas que precisam de proteção, mas o corpo em geral, até mesmo em dias que o sol não está tão forte.

“Para atuar de forma eficaz, o filtro solar deve ser usado 15 a 30 minutos antes da exposição ao ar livre, em quantidade adequada, e replicado a cada duas horas”, conclui.

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