Por Débora Silva em 13/07/2017

Existem diversos métodos anticoncepcionais disponíveis no mercado, mas, alguns casais optam por formas definitivas de contracepção, pois já estão satisfeitos com o número de filhos.

De acordo com a Lei nº 9.263, de 12 de janeiro de 1996, a idade mínima para a anticoncepção definitiva é de 25 anos, ou pelo menos 2 filhos vivos, além da presença de agravantes à saúde da mulher ou de futuro filho, certificada por dois médicos.

Reflexão antes da decisão

A médica Patricia de Rossi, membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) alerta que é fundamental considerar alternativas como pílulas, injeção ou dispositivo intrauterino (DIU) antes de decidir pelo método. “A chance de falha é mínima – 0,4% na laqueadura e 0,1% na vasectomia, e esses procedimentos de esterilização devem ser considerados definitivos. Ou seja, o paciente precisa estar convicto de sua decisão. Dependendo da idade, o índice de arrependimento varia de 10 a 20%”, afirma a ginecologista.

Formas definitivas de contracepção

Foto: depositphotos

A decisão é tão importante que a lei de Planejamento Familiar determina um prazo de 60 dias para que o casal possa refletir bastante antes de realizar o procedimento de esterilização.

Técnicas de contracepção definitiva

No caso das mulheres, a laqueadura pode ser feita por meio da laparotomia, laroscopia ou incisão vaginal. Na laparotomia, as tubas uterinas são amarradas, cortadas e cauterizadas por meio de uma incisão abdominal; na laroscopia, os órgãos internos são acessados por pequenos cortes no abdômen por onde entram uma microcâmera e os instrumentos cirúrgicos; já na laqueadura vaginal, o corte é feito no fundo da vagina, por onde o cirurgião tem acesso às tubas para a ligadura.

“Entre as três possibilidades cirúrgicas, teoricamente não há chance de reversão, pois se corta um fragmento da tuba e amarra. Se houver um arrependimento, geralmente é indicada fertilização in vitro, pois o útero e o ovário se mantêm intactos”, esclarece Rossi.

Alguns estudos afirmam que a esterilização feminina pode prevenir as chances de câncer no ovário. De acordo com a médica, as pesquisas ainda são muito recentes, mas sabe-se que a neoplasia ovariana se inicia na tuba uterina; sendo assim, retirá-la reduziria sua probabilidade. A especialista ainda afirma que, no entanto, por lei, a laqueadura não se trata da retirada da tuba, mas sim de um fragmento dela.

Nos homens, a vasectomia caracteriza-se por uma incisão no canal de condução dos espermatozoides, localizado nos testículos, e a cirurgia não interfere na ereção e ejaculação masculina.

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